25 de jul de 2014

Feliz Dia do Avós

Dizem que a melhor coisa do mundo é Amor de Mãe.
Concordo, mas como classificaremos o Amor de Vó ou de Vô?

Tive o prazer de conviver minha infância com minhas Avós e meus Avôs, era feliz e não sabia.
Meus Avós Paternos que os chamava carinhosamente de Vô Caju (José Elias) e Vó Caju (Maria José).
E os Maternos Vô Tontonho (Antônio Clarinha) e Vó Tontonho (Maria José – “Ia”, ou Maria Clarinha).

Oh Saudade!

Todo santo dia que chovendo ou fazendo sol, era um ritual sagrado, meu Vô Tontonho ia nos acordar carinhosamente com beijos e xeros e nos levava pra tomar o café da manhã em sua casa.
Lá chegando servia-nos, com tudo de bom e do melhor, e vejam até onde chega o Amor de Vô, o mimo: preparava o nosso Nescafé na Xícara e em seguida despejava no pires e soprava. Isso mesmo soprava pra gente não queimar a língua ao beber.
Gesto simples, talvez bobo, mas me apego a esses detalhes e acho que é uma prova ímpar de Amor, Cuidado, Zelo.

Nada tenho contra Amor de Mãe, pelo contrário, amo a minha Coroa, mas reconheçam: Amor de Vó é muito, mas muito mais gostoso.
Amor de Vó não tem broncas, é só caprichos, mimos.
Dizem que ser Avó é ter filhos com Mel.
Aquela pele enrugada, que eu acariciava os cabelos brancos das duas Avós, modesta parte, minhas Avós eram lindas. Tanto Vó Tontonho com Vó Caju.

Ah como era vaidosa minha Vó Tontonho!
Perfumada, maquiada, Cabocla Bonita.
Gostava de Dançar e nisso a genética não falha, devo a ela esse dom.

Meu Avô Caju: Que Empreendedor!
Um dos maiores Comerciantes que João Alfredo já teve, pode até não ser em Patrimônio, mas em idoneidade, astúcia, inteligência, ousadia.
Na década de 50, partiu para Curitiba, salvo engano, de ônibus para comprar um Caminhão na fábrica, pois já tinha visão naquele tempo que comprando lá sairia mais barato.
Isso naquele tempo, um Matuto sai de João Alfredo pra Recife, de trem e de lá pegar um ônibus e parti pro Sudeste, sem conhecer nada e ninguém, coisa que até hoje tem jovens que não ousa tal atitude.
Como era inteligente Sr Caju, aprendi muito com ele nos seu fim de Jornada Terrestre, muito do que ouvi guardo comigo até hoje.
Apreciava a bebida, bebeu até seus últimos dias e nunca ficou embriagado.
Ouvi de sua boca uma vez, quando conversamos sobre alcoolismo: “Meu Filho Bebida só é bom pra quem vende.”.
E pediu que nenhum dos seus filhos parasse de beber, sempre respeitou o livre arbítrio, semi-alfabetizado, mas muito sábio.
Homem de poucas palavras, de muitas amizades (também herdei dele isso), de prestígio.

E Sr Antônio Clarinha – Vô Tontonho, o Sapateiro mais famoso que João Alfredo já teve, de muitas amizades, querido por todos, sábio muito, sábio também.
Naquela época já comprava a Revista “O Cruzeiro” (segundo minha Mãe), para suas filhas lerem.
Como tenho saudades dos meus Avós.

Sei que estão aqui pertinho de mim e rindo com meu texto.

Amei e Amo cada um de vocês.

O que seria de nossa infância, e de nossa vida se não fosse os Avós.

Quantas surras me livraram graças a sua Cumplicidade.

Quanto Amor recebi.

Quantas Lições.

Aqueles que ainda têm Avós aproveitem, pois é o maior tesouro que uma pessoa pode ter.


E em Homenagem a todos os Vovôs e Vovós segue um modelo bem interessante de Vovó: